Viva a História alternativa – Crítica a novela Novo Mundo – Revista Veja 26/04/2017

Fui um dos consultores da Revista Veja para ajudar na matéria “Viva a história alternativa”, onde o reporter Marcelo Marthe tentou definir até onde vai a ficção na novela Novo Mundo.

D. Leopoldina – Correio da Paraíba

D. Leopoldina, a história não contada foi capa do Caderno 2 do Correio da Paraíba no último domingo, dia 16 de abril. Confira a matéria assinada pelo jornalista Kubitschek Pinheiro

Leopoldina_correio_da_paraiba

São Paulo higienizado, ou como 3 milhões cabem em um espaço para 100 mil.

Sempre amei São Paulo e passei a amar mais ainda depois das aulas de urbanismo que tive com o professor Jairo Ludmer na Faculdade de Belas Artes, onde me formei já vão décadas.

Jairo nos levava para o centro da cidade, à noite. As aulas eram in loco, seu ensino peripatético cravou na minha alma ainda mais o amor à história da cidade. Aprendi com ele como o tecido urbano ainda guarda elementos representativos de nossa história material e imaterial por meio de suas construções e, até mesmo, por meio da fala de seus espaços vazios que igualmente revelam tanto como os ocupados.

A Virada Cultural, com um público estimado em 3 milhões de pessoas, fazia dessa cidade, em horas antes mortas, o cenário a ser vivenciado e apreciado entre o deslocamento de um palco a outro, de um show a outro. O centro pulsava, revivia como na época dos grandes cinemas e espetáculos e de outros tempos em que tudo lá ocorria, antes que a nossa generosa geografia permitisse que São Paulo se espraiasse deixando para trás, como áreas necrosadas, espaços que não mais interessavam para a elite.

A atual gestão Haddad perdeu uma excelente oportunidade em juntar a Virada do Patrimônio a Virada Cultural. Mostrar e explicar melhor para a população que ali estava o que era tudo aquilo que viam, ou não. Perderam a chance de terem aberto o Terraço do Martinelli para se ver a cidade a meia-noite, terem o hall do velho Banco de São Paulo, melhor exemplo em arquitetura e decoração art-decô da cidade, ocupado com algum espetáculo. Isso para falarmos em apenas dois, das centenas de espaços possíveis e, quase, anônimos, que poucos viram e sabem do que estou falando.

Agora, o novo prefeito, que sonha com um parque no Jockey Club, em uma das áreas que mais tem opções de lazer de São Paulo, – ao contrário do Capão Redondo, onde as traves dos gols, quando existem, viram locais enlameados quando chovem -, anunciou que irá levar a Virada Cultural, de 3 milhões de pessoas, para Interlagos. Como fazer 3 milhões de pessoas caberem em um espaço que dificilmente cabem 100 mil não deve tirar o sono do atual alcaide eleito. Algum gráfico deve ter contentado o atual gestor, altamente capacitado para gerar uma das maiores metrópoles do mundo, após o seu merecido descanso em Miami, necessário após vencer a disputa eleitoral.

A cidade é vida, é pulsante, assim como a história, tecnocratas já tentaram domá-la, e falharam miseravelmente. Prestes Maia que o diga. Seu arrojadíssimo Plano Avenidas tornou-se defasado após alguns anos de implementado.  O alcaide eleito, ainda não empossado, além de domá-la quer higienizá-la, a começar pelo próprio centro a quem nega a vida levada pela Virada. Quer limpá-lo, quer trocar lâmpadas, limpar jardins, arrumar o que está quebrado e pintar tudo. Falta saber quando virá a cúpula de cristal Swarovski para cobrir e, assim, preservar, sem vida, o centro de São Paulo puro, lido e belo, como uma pintura de Romero Britto.

Paulo Rezzutti

O Rio de Janeiro Imperial, uma viagem cultural em mais de 400 anos de história

capela-imperial

Antiga Capela Imperial, no Rio de Janeiro

Mais do que uma visita à cidade maravilhosa, embarque no maior curso livre de imersão histórica sobre a vida da família imperial brasileira e a respeito do Brasil Colônia, Primeiro e Segundo Reinados! O curso será ministrado in loco. O aluno terá o privilégio de vivenciar os cenários e os passos dos principais personagens da época, entender seus costumes, a estrutura social do período e muito mais!

A 2º edição do curso ocorrerá em Outubro de 2016, do dia 17 ao dia 21. O curso será dividido em três dias no Rio de Janeiro, com visitação ao antigo Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, e os arredores do bairro imperial, além de visitas guiadas ao Museu Histórico Nacional, Jardim Botânico, Igreja de N.S. da Glória do Outeiro, e a antiga Capela Imperial e ao Paço Imperial. Também haverá um tour pelo “Rio Negro”, passando pela Gamboa e pelo cemitério dos Pretos Novos. A segunda parte do curso será ministrada em Petrópolis, a Cidade Imperial, onde haverá visita ao Museu Imperial, incluindo ao setor museológico onde veremos peças do acervo que não estão expostas. O Museu Imperial é um dos mais importantes e visitados da América Latina.

O curso foi preparado e será ministrado pelo arquiteto, Paulo Rezzutti que dará explicações sobre os locais e revelará os bastidores da nossa história. Rezzutti é  membro titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e trabalhou como consultor técnico na exumação dos corpos dos primeiros imperadores do Brasil. Tem três livros publicados sobre o período do Primeiro Reinado: Titília e o Demonão: cartas inéditas de d. Pedro I à Marquesa de Santos , Domitila, a verdadeira história da Marquesa de Santos finalista do Prêmio Jabuti, 2014 e D. Pedro, a história não contada. Atualmente trabalha na biografia D. Leopoldina,  a história não contada, que será lançada em março de 2017 pela ed. LeYa/Casa da Palavra. Também colaborou com o roteiro e participará do curso Katia Loureiro, a Cacau, guia de turismo regional, nacional e internacional América do Sul. Cacau é formada em Eventos pela Universidade Anhembi Morumbi além de possuir diversos cursos de especialização em história, arte e patrimônio nacional.

Será fornecido ao final do curso o certificado de participação com a respectiva carga horária.

Existem diversos pacotes para os interessados. Para saber mais acessem

http://www.turismonahistoria.com.br/AguardeRio.html

ou entrem diretamente em contato com a Cacau pelo e-mail cacau@turismonahistoria.com.br

Mais D. Pedro IV na imprensa do outro lado do Atlântico

O Diário de Notícias, jornal português, deu uma nota sobre o meu livro recentemente lançado na “terrinha”. E não parece que os gajos ainda sentem algum ressentimento pelo D. Pedro “Figura que por cá muito pouca gente tem interesse em conhecer” ???? Ora pois…

A outra nota saiu no principal jornal desportivo de Portugal, com tiragem de mais de 30 mil exemplares… A cultura de lá e de cá é bem diferente. Jornal de esporte daqui recomendando leitura de biografia e de história sem relação com esportes? Difícil…

DN ojogo

 

 

 

 

 

 

 

 

Entrevista para a Revista Sábado – Portugal

Entrevista que dei para a jornalista portuguesa Sónia Bento, publicada hoje na Revista Sábado. Nela falo um pouco sobre o que os portugueses podem esperar do meu livro que lá saiu com o nome de D. Pedro IV – a história não contada, pela Casa das Letras, uma editora do Grupo LeYa.

Dom-Pedro-IV---Sábado-1

Dom-Pedro-IV---Sábado-2

Dom-Pedro-IV---Sábado-3

 

Palestra sobre D. Pedro no Consulado de Portugal em São Paulo

Palestra proferida no Consulado de Portugal em São Paulo a respeito do meu último livro. D. Pedro. a história não contada. São Paulo, Ed. LeYa, 2015. O evento ocorreu em 19 de abril de 2016 e foi noticiado pela POR. Câmara Portuguesa em Revista. A matéria segue abaixo na íntegra.

Untitled-1

 

 

Untitled-3Untitled-5Untitled-7

Entrevista sobre d. Pedro I na Rádio Metropolitana, Salvador

D. João e d. Pedro em Niterói

Recentemente recebi um e-mail de um leitor, o Cadu Amorim. Ao ler o meu último livro: D. Pedro, a história não contada, ele se deparou, na página 91, com a seguinte narrativa:

Em 13 de maio de 1816, no aniversário de d. João VI, tropas recém-chegadas de Portugal para a tomada de Montevidéu foram passadas em revista por ele – em uma de suas raras aparições a  cavalo – e seus filhos d. Pedro e d. Miguel, que despertaram atenção pelo porte garboso com que montavam e pelos trajes de oficiais que usavam. O evento realizou-se na Vila Real da Praia Grande, atual cidade de Niterói. Depois de terminada a revista, houve o tradicional beija-mão, que se prolongou até as 16 h, quando foi interrompido pela queda abrupta do príncipe d. Pedro ao chão. Segundo Alberto Rangel, o príncipe ficou com “a face imóvel; os olhos fixados; desordenados os movimentos; suas palavras eram incoerentes e da boca lhe escorria a espuma de um cão danado”. Levaram-no para uma casa próxima, onde ele pôde descansar até recuperar os sentidos e aliviar a dor de cabeça antes de ser transportado para seus próprios aposentos. Esse era o sexto ataque sofrido pelo príncipe de 17 anos.

O Cadu, como amante de história que é, e conhecendo bem o Rio de Janeiro e região, não somente localizou o local onde d. João VI passou as tropas em revista e deu o beija-mão, como enviou fotos do monumento que encontrou celebrando o fato. O monumento localiza-se na atual Praça General Gomes Carneiro, também conhecida como a Praça do Rink.

Na época que ocorreu, o fato que eu narro no meu livro, a paisagem era outra, as águas da Baia da Guanabara chegavam até o local como podemos ver na gravura feita por Debret para ilustrar o acontecimento:

006245-3_IMAGEM_114
Se você vivenciou algo semelhante, por exemplo: leu algo em algum dos meus livros e conhece determinado local onde a história aconteceu ou foi atrás e tem alguma coisa pra contar ou foto pra mostrar, e queira dividir, entre em contato! Quem sabe gera um post aqui? Bom, mas já escrevi muito, seguem as fotos que o Cadu gentilmente enviou.

20160212_111134

20160212_111053   20160212_111045

Show da Lítera no Showlivre: Musica para d. Pedro e Domitila

Show da banda Lítera no Estúdio Showlivre falando sobre o álbum Caso Real, que gira ao redor do relacionamento dentre a Marquesa de Santos e d. Pedro I

%d blogueiros gostam disto: