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Mais D. Pedro IV na imprensa do outro lado do Atlântico

O Diário de Notícias, jornal português, deu uma nota sobre o meu livro recentemente lançado na “terrinha”. E não parece que os gajos ainda sentem algum ressentimento pelo D. Pedro “Figura que por cá muito pouca gente tem interesse em conhecer” ???? Ora pois…

A outra nota saiu no principal jornal desportivo de Portugal, com tiragem de mais de 30 mil exemplares… A cultura de lá e de cá é bem diferente. Jornal de esporte daqui recomendando leitura de biografia e de história sem relação com esportes? Difícil…

DN ojogo

 

 

 

 

 

 

 

 

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Entrevista para a Revista Sábado – Portugal

Entrevista que dei para a jornalista portuguesa Sónia Bento, publicada hoje na Revista Sábado. Nela falo um pouco sobre o que os portugueses podem esperar do meu livro que lá saiu com o nome de D. Pedro IV – a história não contada, pela Casa das Letras, uma editora do Grupo LeYa.

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Neuras de paulista

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Tímpano da Santa Casa de Misericórdia, no Rio de Janeiro. Baixo-relevo executado pelo escultor italiano Luigi Giusti

Sexta-feira passada, 25 de outubro, fui ao Rio de Janeiro participar do programa Sem Censura, na TV Brasil, comandado pela competente e simpaticíssima jornalista Leda Nagle. Cheguei cedo ao Santos Dumont, e uma amiga que ficou de almoçar comigo furou. Saí do aeroporto, atravessei a Avenida General Justo em busca de um restaurante. Todos lotados…. comecei a perambular, estava sem fome mesmo. Logo caí na Marechal Câmara, que vistas! De um lado, o Pão de Açúcar emoldurado por árvores, do outro, a Santa Casa de Misericórdia. Um lindo prédio. Já fazia tempo que queria conhecer o famoso pórtico projetado por José Maria Jacinto Rebelo, discípulo de Grandjean de Montigny, arquiteto vindo com a Missão Francesa. Rebelo também foi um dos construtores do Palácio Imperial, em Petrópolis. Os baixos-relevos do frontão da Santa Casa, realizados em pedra de lioz, são obras do escultor italiano Luigi Giudice. O medalhão central, ou tímpano, representa a caridade e é lindo. Animado com uma portaria às minhas costas cheio de milicos, saquei a minha máquina e comecei a fotografar.

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Cartela do portão do Passeio Público do Rio de Janeiro, com as imagens de D. Maria I e D. Pedro III

Continuando a andança, fui em direção à Cinelândia e de lá caí no passeio público onde existe um lindo pórtico encimado com uma cartela mostrando D. Maria I e seu marido, D. Pedro III, avós de Pedro I do Brasil e IV de Portugal. Lembrança viva de nosso tempo como colônia… São Paulo, infelizmente, não guarda essas memórias.

Sempre que achava que estava seguro, tirava a minha máquina  da pasta e batia fotos. E assim foi indo até chegar à Lapa, onde fiz uma pausa para um almoço rápido. No restaurante, descobri que estava a poucas quadras da TV Brasil e decidi continuar a caminhada, que naquela altura já havia virado jornada fotográfica.  E foi aí, que eu reparei numa coisa: carioca para para você bater foto! No início achei que era coisa da minha cabeça, mas, depois do terceiro que esperou calmamente eu acertar o foco, vi que era realidade. Se eles veem você focando com a máquina, param e, depois que você bate a foto, eles continuam, e às vezes você até ganha um sorriso simpático! Aqui em São Paulo você tem que dar graças a Deus se o paulista estressado não passar por cima de você, da máquina e do foco!!!

No antigo prédio da Polícia Central, um susto: dois rapazes, jovens, se aproximaram sorrindo. Nesse momento pensei: “Pronto, minha sorte foi para o brejo”. Já estava dando adeus à câmera e pensando nas demais sete parcelas que faltam pagar quando os moços dividem comigo a piada a respeito das obras de restauro dos prédios do Rio: eles só têm dia para começar, mas não tem ano para acabar…

Sim, paulista é neurótico…

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